quarta-feira, 17 de setembro de 2008

TV / WebTV / TV 2.0

TV 2.0
Audiência de televisão está longe de ser superada pela Internet, diz consultor
16/09/2008, 18h09
Para acalmar os ânimos dos canais abertos e fechados de televisão preocupados com a perda de audiência para os vídeos online, Larry Gerbrandt, da Media Valuation Partners, mostrou durante o Congresso TV 2.0 números que revelam que a audiência está longe de ser completamente perdida para a Internet. A partir de uma conta realizada com números norte-americanos na Nielsen e da Comscore, Gerbrandt demonstrou que todo o tempo dos vídeos vistos na Internet em um dia é igual a 2,13 horas de prime time da televisão (em um canal). "São 11 bilhões de streamings de vídeo, com uma média de 2,8 minutos cada um. Isso resulta em uma média de 1,28 minutos de audiência diários. A audiência média para ABC, NBC, Fox, CBS no prime time é de dez milhões de espectadores cada", diz.
Os resultados da estratégia da NBC para as Olimpíadas desmistificaram um pouco essa preocupação. A rede disponibilizou parte do conteúdo na Internet. Segundo uma pesquisa da própria NBC, 50% dos espectadores online das Olimpíadas na NBC disseram que usaram a Internet para alcançar (catch up) os esportes que haviam perdido. Outros 40% queriam assistir novamente alguma coisa que tinham assistido primeiro na televisão. E apenas 2% usaram apenas a Internet como meio para acompanhar as Olimpíadas. No período, a média diária de espectadores no prime time foi de 27,5 milhões. Na Internet, foram cerca de 1,5 milhões de streamings diários. Da Redação - TELA VIVA News

TV 2.0
Americanos assistem cada vez mais a TV não-linear
16/09/2008, 18h20
O americano médio gasta 5h50 assistindo televisão fora da grade. Segundo uma pesquisa da Nielsen apresentada pelo consultor da Media Valuation Partners, Larry Gerbrandt, comparando maio de 2007 com o mesmo mês em 2008, houve um aumento de 56% no tempo gasto pelos americanos assistindo televisão através de DVRs, programação on demand e outros. Enquanto isso, no mesmo período, houve um crescimento de 9% do tempo gasto usando a Internet e 4% do tempo total de televisão em casa.
A partir deste fenômeno, Gerbrandt observa que quando as pessoas assistem aos programas gravados em seus DVRs, elas "pulam" os comerciais. Ele apresentou uma pesquisa da Solutions Research Group que aponta que, em novembro de 2007, 88% dos usuários de gravadores digitais não assistiam aos comerciais. Destes, 65% sempre pulam os comerciais e outros 23% o fazem freqüentemente. Em outubro de 2007, 81% dos usuários não assistiam os comerciais. "Isso significa que os comerciais de 30 segundos devem ser fundamentalmente repensados nesse mundo on-demand", disse. "Acredito que a solução seja integrar a mensagem dentro do próprio conteúdo. Funciona para a TV e mais ainda para a Internet". Da Redação - TELA VIVA News

TV 2.0
Vídeos já geram 30% da audiência do UOL, diz diretor do portal
16/09/2008, 19h18
"A banda larga é um limitador da Internet brasileira", afirmou Gil Torquato, diretor do UOL, no Congresso TV 2.0 nesta terça, 16. Segundo ele, o custo para o usuário final é exorbitante em relação a outros países. Torquato lembra que uma conexão de 128 kbps não deveria ser considerado banda larga. E mesmo com essa limitação de acesso, diz ele, 30% da audiência do portal é proveniente do acesso a conteúdos de vídeo. "As pessoas querem conteúdo em vídeo, mas querem um conteúdo 'rápido', não o mesmo da televisão", disse. Torquato lembrou que esta operação para a produção de conteúdos, sobretudo de vídeo, não é rentável por si só, mas depende de uma cadeia de produtos oferecidos pelo UOL, o que inclui a comercialização do acesso. Da mesma maneira, Marco Chiaretti, diretor de conteúdos digitais do Grupo Estado, lembra que as novas plataformas de desenvolvimentos de conteúdos que estão sendo fomentadas pelo grupo dependem, economicamente, dos produtos das mídias tradicionais. Da Redação - TELA VIVA News

TV na web
Grupos de mídia do meio impresso apostam em TV na web
16/09/2008, 18h23
Grupos tradicionais do meio impresso como o Estadão e o Meio & Mensagem estão apostando na produção de conteúdo audiovisual para web, como contaram Marco Chiaretti, editor-chefe de conteúdo digital do Estadão, e Marcelo de Sales Gomes, vice-presidente executivo do Grupo M&M, em debate sobre novas plataformas do Congresso TV 2.0, promovido pelas revistas TELETIME e TELA VIVA em São Paulo.
"É necessário o investimento porque se não o fizermos, o que será do nosso negócio a longo prazo?", questionou Gomes, revelando que o Grupo M&M está investido cerca de R$ 100 mil para a construção de um estúdio nas dependências de sua redação para abastecer, a partir de outubro, o portal do veículo com vídeos diários. "Por enquanto, faremos dois programetes 'M&M Entrevista', que irá ao ar às terças e quintas, e 'M&M Express', com notícias para os outros dias da semana", conta, dizendo que a equipe será a mesma do Meio & Mensagem on-line e impresso.

Transmídia

Segundo Chiaretti, do Estadão, uma das principais dificuldades de produzir conteúdo de TV na web é fazer a equipe trabalhar com conceitos de transmídia, contando boas histórias em vários suportes. "Quando eu tiver os 500 jornalistas do Estadão evangelizados para conciliar o trabalho de produção do jornal com a nova plataforma, conseguiremos produzir mais vídeos", diz ele, revelando que a produção semestral atualmente é de 3 mil arquivos de duração de 1 minuto a 1 minuto e meio.
Ele destacou que o trunfo da produção audiovisual do Grupo na web é proporcionar o que seria impossível em outras plataformas, como o projeto "Vereador Digital", em que a equipe produziu vídeos em que 900 candidatos a vereador tiveram três minutos para defender suas propostas. Mais de um milhão de usuários acessaram os vídeos. Da Redação - TELA VIVA News

TV 2.0
Vídeos online devem render US$ 2,75 bilhões em 2008
16/09/2008, 18h04
A grande aposta para a Internet são os vídeos online, que somaram 7,5 bilhões de streams até maio de 2008 (Fonte: Nielsen) e proporcionaram revenues globais (publicidade e acordos de licenciamento) em 2007 de US$ 1,65 bilhão, segundo dados da Bernstein Research. Os dados foram apresentados por Larry Gerbrandt, da Media Valuation Partners, durante palestra do Congresso TV 2.0, evento que acontece até a terça-feira, 17, em São Paulo, com promoção das revistas TELA VIVA e TELETIME.
A projeção é que este número continue crescendo e chegue a US$ 9,96 bilhões em 2012. Gerbrandt diz que, embora o mercado de vídeo online ainda seja pequeno em faturamento, deve ser o meio de crescimento mais rápido em 2009, com 45% de crescimento em relação a 2008 (projeção da Magana Global).

Conteúdos de TV são preferidos

Do montante atual (em 2008 a projeção é de US$ 2,75 bilhões), dois terços são provenientes de conteúdo de televisão. Essa preferência por conteúdo profissional produzido pelas redes pode ser notada quando se examina um gráfico de audiência da TV em relação à Internet, especialmente no horário nobre. "A TV tem uma vantagem significante sobre a Internet no horário nobre. Depois das oito da noite, as pessoas não querem mais interagir. Querem apenas sentar em frente à TV", disse Gerbrandt.
A supremacia da televisão também pode ser notada no share da audiência de vídeos, quando consideradas as diferentes mídias. De acordo com estimativas da Nielsen, 98,93% dos vídeos são vistos na televisão de casa, enquanto 1,03% são vídeos online e outros 0,04% são vídeos de dispositivos móveis.
"A TV tradicional vai perder participação na audiência com o tempo, mas o total do bolo de audiência vai crescer como resultado das plataformas emergentes", afirmou Gerbrandt.
O consultor aponta também que, em relação ao público que assiste a esses vídeos, a surpresa está no fato de que a principal audiência dos vídeos online são os adultos na faixa de 18 a 34 anos, enquanto os jovens de 12 a 17 estão mais interessados em vídeos em seus dispositivos móveis, "provavelmente impulsionados pelo iPhone", na opinião de Gerbrandt.
Entre o tipo de conteúdo mais assistido na Internet via streaming, uma pesquisa da Nielsen aponta para o conteúdo gerado pelo usuário, que representa 49% do bolo. Outros 9% são de televisão broadcast, 1% de conteúdo de cinema e 42% de outros (notícias, música, "como fazer" etc).

fonte: telaviva.com.br

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